Em 2011 sentei de frente para minha mãe, Lenira Castro, com uma câmera ligada e pedi simplesmente que ela falasse sobre sua infância e juventude, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, nas décadas de 1930 a 1950. A partir daí registrei cerca de oito horas de conversas, ou melhor, de um longo depoimento, sobre seus anos de vida em Natal, onde ela nasceu e viveu até o dia em que conheceu meu pai, para com ele seguir numa outra aventura. Ela falou sobre um mundo que girava em torno da casa do seus avós, na mítica Avenida Um, arrodeada de primas, primos e tios e tias (Dezenove, ao todo!). As aventuras com as amigas, a paixão pelo cinema, pelo mar e pelo futebol; a copa de 50 e a segunda grande guerra sob seus olhos de criança. Tudo isso numa mítica Avenida Um, a rua em que todos
Esse depoimento acabou por ganhar a forma de um filme chamado, nem poderia ser diferente, Avenida Um; uma homenagem a um mundo distante, aos amigos de infância, ao tempo que passa e nos reserva ainda surpresas. São história que escuto desde sempre, que ela sempre sonhou em compilar num livro; histórias que recobrem seu caderno de infinitas lembranças. Mais que lembranças são uma força de vida. Provavelmente o que a manteve de pé durante todos esses anos de trabalho duro para que tudo, de alguma forma, desse certo. E, de alguma forma, deu certo.
Hoje podemos compartilhar essas histórias, alegres, algumas tristes, outras curiosas, com pessoas que talvez se interessem. O filme é o livro, talvez, que ela sempre quis escrever. seu catálogo de histórias, seu registros da Avenida Um e daqueles que compartilharam com ela aqueles anos. — Toinho Castro
ASSISTA AO FILME AVENIDA UM
Essa playlist traz ainda outros 12 episódios curtos, incluindo uma visita à Avenida Um em 2013, dois anos após a gravação do filme.
































